quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O que aprendi nesses mais de quinze anos que te conheço...

 Há amores que o tempo não apaga, apenas amadurece.

E quando penso em nós, percebo que nunca deixamos de existir.
Mesmo longe, mesmo em silêncio, algo dentro de mim sempre soube que você continuava ali… em algum lugar do mundo, pulsando junto com o meu coração.

Olho para o tempo que passou e vejo que nenhuma explicação terrena é capaz de traduzir o que nos une. O que existe entre nós vem de longe… de antes.
É um amor que carrega o eco das vidas que já vivemos, que reconhece o outro mesmo sem vê-lo, que sente antes de entender.

Lembro da primeira vez que te vi, uma imagem, uma fotografia, uma lembrança que o destino plantou em mim.
Você estava em meio a cores, sorrisos, talvez em uma festa onde aquele pó colorido transformava o ar em arco-íris.
E eu, do outro lado do tempo, senti algo que não sabia nomear.
Hoje entendo: foi o primeiro chamado da alma.

Por todos esses anos, mesmo quando a vida seguiu por caminhos diferentes, nunca deixei de sentir a sua presença.
Você estava nas músicas que eu ouvia, nos sonhos em que eu me perdia, nos momentos em que, sem razão alguma, meu peito apertava de saudade.
E então, nos últimos dois anos, a vida começou a nos aproximar de novo…
E em 2025, ah, este ano... eu finalmente reconheci o que sempre esteve escrito nas entrelinhas do destino: o nosso elo.
Essa força invisível que me conduz a você, essa paz que só o seu nome traz.

Comecei a escrever sobre nós.
Sobre as conversas, as risadas, os silêncios, os olhares que se explicam sozinhos.
E percebi que em cada lembrança, em cada registro, há sempre o mesmo sentimento, uma saudade doce, um carinho que não cabe em palavras, um desejo constante de te reencontrar e te abraçar até o tempo parar.

Pensei muito sobre a distância… e entendi que ela também era uma lição.
Talvez precisássemos nos perder para aprender o que é amar de verdade.
Aprender que o amor não é posse, nem urgência.  É entrega, é fé, é confiança.

E me veio à mente aquele trecho de Coríntios, que agora faz tanto sentido:

“O amor é paciente, o amor é bondoso.
Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não busca seus próprios interesses,
não se ira facilmente, não guarda rancor.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

E quando penso em nós, eu vejo tudo isso.
O tempo, as provações, as distâncias, as saudades, os reencontros... tudo parece parte de um mesmo plano, como se tivéssemos prometido um ao outro, lá atrás, em algum ponto da eternidade: “a gente vai se encontrar de novo.”

E talvez seja isso mesmo. Talvez tenhamos escrito essa história antes de nascer.
Talvez o amor que sentimos seja o reencontro de duas almas que já se reconheceram mil vezes e ainda assim se emocionam ao se ver.

Porque o amor que sinto por você é sereno, mas profundo; é calmo, mas arde.
É o tipo de amor que não precisa estar perto para existir, ele simplesmente é.
É o amor que me acalma só de lembrar do seu rosto, que me faz sorrir em meio ao caos, que me faz agradecer por você simplesmente existir.

Tudo o que vivi até aqui, todas as dores, perdas e recomeços, serviram para me preparar para esse momento, para compreender que o amor verdadeiro não se mede pelo tempo, mas pela intensidade com que ele permanece mesmo quando tudo o mais se desfaz.

E é por isso que, mesmo que o mundo mude, mesmo que a vida insista em nos testar, eu não desisto.
Porque você é, e sempre foi o amor de todas as minhas vidas.

E se um dia o destino quiser brincar de novo com a distância, eu esperarei.
Porque amor assim não se esquece, não se substitui, não se encerra.

Você é o meu antes, o meu agora e o meu depois.
E será, pela eternidade, o lar onde minha alma sempre vai querer voltar.

domingo, 25 de maio de 2025

Mais um quase...

 Às vezes me pergunto se carrego um ímã para os amores que não se concretizam.

É como se eu fosse feito de promessas não cumpridas, de inícios intensos que não encontram meio, tampouco fim.

Eu sou inteiro.
Sou romântico até a última vírgula, amável até onde posso, ciumento quando o coração aperta — não por posse, mas por medo de perder.
Eu sou monogâmico, mas flerto com a vida, com os sorrisos, com a poesia dos encontros.
E, mesmo assim, mesmo sendo tanto, quase sempre sou apenas um quase.
Quase deu certo.
Quase foi.
Quase ficou.

Há despedidas que não se dizem com a boca, mas com o silêncio que sobra quando o outro já não está mais lá.
E foi nesse vazio que eu percebi que mais uma vez, estava diante de um amor que não se realizou — não por falta de sentimento, mas por falta de coragem, de presença, de reciprocidade em sua forma mais inteira.

Esse último quase me atravessou com uma delicadeza cruel.
Você chegou leve, sorrindo com os olhos, me deixando entrar devagar no seu mundo.
E quando me senti confortável o suficiente para ficar, você estava preparando suas malas para partir.
Disse que era pelo trabalho, pelas circunstâncias, pelo futuro.
E eu...
Eu estava planejando o presente. O agora. O pedido. O gesto.

Eu sou feito de amor — amor desses que transborda, que se entrega mesmo quando sabe do risco de não ser acolhido.
Não sei amar pela metade, não sei ser ponto de apoio eventual, não nasci para ser o tempo que sobra no dia de alguém.
E mesmo assim, sempre volto a tentar. Volto a me entregar. Porque acredito, ainda, que o amor verdadeiro não chega com medo, não se esconde atrás de desculpas, nem pede para amar com menos intensidade.

Doeu.
Porque eu não quero amar com intervalos.
Não sei amar com ressalvas.
Eu sou intensidade.
Sou profundidade.
Sou o tipo de pessoa que mergulha fundo — mesmo sabendo que pode não ter ninguém esperando no fundo da água.

Você dizia estar vivendo um turbilhão, com a cabeça a mil, tentando dar conta do trabalho, da mudança, do futuro.
Eu compreendi.
Compreendi cada palavra, cada insegurança, cada entrelinha do seu cansaço.
Mas o que você não viu — ou talvez tenha escolhido não ver — é que o amor que eu oferecia não era um peso, e sim um porto.

Enquanto você olhava para a estrada à frente, eu estava ali, do lado, com as mãos estendidas, disposto a caminhar junto, mesmo com os ventos contrários, mesmo sem garantias.
E ainda assim, você preferiu ir só.

Você disse que precisava ser egoísta, que não queria carregar pensamentos que te prendessem.
E tudo bem.
É legítimo.
Mas saiba… ao escolher caminhar sem mim, você também deixou para trás alguém que teria te amado com uma lealdade rara, alguém que já sonhava com o momento de fazer daquele amor algo ainda mais real, mais firme, mais comprometido.
Eu tinha tudo preparado — o pedido, o presente, o dia.
E é irônico pensar que hoje, tudo isso virou lembrança de um plano que nem chegou a acontecer.

Doeu.
Dói.
Mas não como antes. Agora dói como quem olha uma ferida cicatrizando devagar, latejando, mas fechando.
A dor, embora forte, já não me paralisa.
Ela pulsa, sim, mas já não dita mais meus passos.

E no meio desse processo, ficou claro para mim que quem perde, de verdade, não é quem amou demais.
É quem não soube receber esse amor.
É quem não teve coragem de ficar quando mais precisava ser presença.
É quem se ausentou quando tudo o que se pedia era um gesto de permanência.

Eu não quero amar alguém com data e hora marcada.
Não sou o tipo de homem que vive de encontros rasos, de sorrisos apressados, de beijos entre voos.
Eu sou oceano.
Sou profundidade, sou entrega — e você percebeu isso.
E se não posso ser assim ao seu lado, então prefiro ressignificar esse amor, transformá-lo em algo que caiba dentro do espaço que você está construindo para si.
Vai ser melhor para ambos.

Eu não sou, e não me permito ser, na vida de ninguém, uma pessoa que se coloca na balança para ver se tem peso suficiente para permanecer.
Eu me entrego por inteiro, mas não aceito ser apenas um pedaço, uma parte conveniente que se encaixa no que sobra do tempo.
Porque amar, para mim, nunca foi sobre encaixar quando dá e "viver a presença quando conseguir".
É sobre fazer sentido, sobre querer estar, sobre dividir a caminhada principalmente quando ela é desafiadora.

Hoje, sigo em frente.
Levo comigo cada lembrança, cada sorriso, cada momento bonito.
Mas deixo para trás tudo aquilo que não me cabe mais: a espera, a dúvida, o espaço que precisei me encolher para caber.
Não voltarei atrás.
Não porque o amor acabou — ele ainda existe aqui, com a mesma força — mas porque aprendi, com a dor, que amar não é insistir em quem não está disposto a permanecer.

E se um dia o destino, em sua dança curiosa, decidir cruzar de novo nossos caminhos, que seja quando você for capaz de amar com a mesma inteireza com que fui capaz de te amar.
Porque agora, já não me contento com migalhas.
Já não me iludo com a presença quando der.
Ou é inteiro — ou eu sigo só.
Mas sigo inteiro, ainda que em pedaços.

E por mais que doa agora, como você mesmo disse, prefiro preservar esse sentimento que construímos como algo puro, bonito, mas que precisa se transformar — talvez em amizade, talvez em memória, talvez apenas em silêncio.

Porque apesar de tudo, eu ainda acredito no amor.
Inteiro. Real. Presente.
Do tipo que não escorre pelos dedos.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Amar, a si, antes.

    É estranho pensar que a tantos anos busco pelo amor em sua essência. Por quantas vezes acreditei que  estivesse diante dos meus olhos...
Não sei se posso confiar no que vejo... Meus sentidos se confundem. Me vejo perdido entre a ânsia do querer e torna-se tão forte e intensa a vontade de estender o braço e agarrar esse dito amor, mas ao mesmo tempo o arrepio frio me corta a espinha.

    O amor é um sentimento que pode ser capaz de transformar nossas vidas. E de fato pode. Amar nos faz sentir vivos e nos dá uma sensação de plenitude, mas também pode nos fazer sofrer muito. Amor por si só não se basta. Quando amamos alguém, muitas vezes nos colocamos em segundo plano, renunciando a nossos próprios desejos e necessidades em favor do outro. Isso pode parecer nobre, mas também pode ser prejudicial ao nosso próprio desenvolvimento pessoal. Tolice. Infelizmente percebi bem tarde.

    Com o tempo, muitos de nós acabamos percebendo que o amor próprio é essencial para sermos felizes e realizados em nossas vidas. Não se trata de egoísmo - por mais que muitos o ditem e enxerguem assim - mas sim de reconhecer que precisamos cuidar de nós mesmos antes de poder cuidar de outras pessoas. É preciso ter coragem para fazer escolhas difíceis, renunciar a relacionamentos que não são saudáveis ​​e buscar uma vida que nos faça sentir completos e satisfeitos. Busquei em meus relacionamentos predecessores alguém a quem me completasse o coração. Que ilusão. Como me completar com alguém também incompleto? Essa matemática não fecha. Entre tantos erros e acertos, entendi a grande lição do amor próprio. 

Bastar-se.
Compreender-se.
Entender que amar a sí, é estar sozinho e, mesmo assim, saber que está na melhor companhia.

    Ao entender isso - que foi uma tarefa árdua - me caiu como um balde de água fria, todas as verdades que eu mascarava de mim. (Obrigado Dr. Caio por ser fonte de saber e amor puro e gratuito nessa jornada).


    À medida que envelhecemos, também amadurecemos pessoal e intelectualmente. Com as experiências da vida, aprendemos a ser mais tolerantes, compreensivos e compassivos. Aprendemos a ouvir os outros e a respeitar suas opiniões, mesmo que não concordemos com elas. E ao mesmo tempo, também aprendemos a respeitar nossas próprias escolhas e desejos, a sermos fiéis a nós mesmos e a não permitir que outras pessoas nos façam sentir mal ou inferiores. Pois só nos ama, só vai ficar até o fim de verdade, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. E se me resta ainda experienciar o amor com alguém, quero poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranqüilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor. Alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim e que pela verdade da vida, pode até ver que eu já não servirei pra muita coisa, mas que continuarei tendo meu valor.

    Nas muitas reflexões que fiz ultimamente, muitas perguntas vieram a mente - e muitas outras ainda seguem sem resposta... Sigo na busca.

    Mas uma coisa eu compreendi: Se você quiser descobrir se o outro te ama verdadeiramente é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. E para além diso, trago a reflexão para mim, quer saber se amamos de fato alguém? Pergunte a si mesmo: Quem nessa vida já pode ficar inútil pra mim sem que eu sinta o desejo de jogá-lo fora? (Soco no estômado quando me vi refletindo sobre isso)

    É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Mas cuidado. Amor, apenas, não se basta.

    Por fim, a busca pelo amor próprio nos leva a relacionamentos mais saudáveis. Quando nos amamos e nos respeitamos, atraímos pessoas que também nos amam e nos respeitam. Isso não significa que nunca teremos problemas em nossos relacionamentos, mas significa que temos a coragem e a força interior para enfrentar esses problemas e buscar soluções que sejam satisfatórias para todos.


    Embora nem todos os nossos relacionamentos terminem bem, podemos aprender algo valioso com cada um deles. Podemos aprender sobre nós mesmos e nossas próprias necessidades, bem como sobre o que procurar em um parceiro. Podemos usar essas experiências para nos ajudar a crescer e evoluir como pessoas e para encontrar relacionamentos mais saudáveis ​​e felizes no futuro.



Ponto final.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Um conto de fadas com toque de vida real.

Você foi meu anjo, meu confidente, em meus sonhos foi meu amante, foi o motivo de acreditar novamente no amor. E olha como a vida nos prega peças... Quem me viu primeiramente passar “com aquela cara fechada saindo do trabalho” foi você. Foi com você que em pensamentos fui ao céu. Com você eu atravessei barreiras (que nunca imaginei atravessar), enfrentei meus piores medos (medos que hoje são minha força e forjam meu eu) e venci alguns deles. Me reinventei de forma mais simples por ver em você o exemplo de um ser cuja essência é tão pura e clara, mas não consigo ser tão doce, sabe, coisa de instinto, sou ainda arredio a algumas coisas. Mas vi em você resiliência e isso me deu forças para ser diferente. 

Você fez meu coração ficar mais leve, leve de desejos e sonhos e de histórias bonitas, ele ficou tão leve que acabou saindo do peito e voando para longe, tão longe que eu acabei perdendo-o nessa busca de tentar achar em seu peito o meu ninho. 

Eu nunca fui bom em fazer as coisas certas, mas tentei. Sempre gostei do que minhas mãos podiam escrever, do que é irreal, do que está fora do padrão, e de nunca fazer as coisas pelos meios convencionais.

Escolhi me arriscar de cabeça nessa história, mesmo sabendo que ela estava fadada a não funcionar, mesmo sabendo que tudo isso seria uma daquelas histórias com finais dramáticos e bem clichê.

Eu arrisquei, arrisquei meu coração, mas em vão.. E agora guardei meus sonhos e desejos mais íntimos em uma caixinha e tranquei com sete chaves para tentar não cometê-los. Chaves que esqueci onde guardei para não mais cometer o mesmo equívoco.

Mas eu não consegui deixar a minha vida de lado, não consegui deixar minha bagagem no caminho, as minhas pegadas continuaram comigo, todas as dores e mágoas que ganhei nessa minha vida de erros continuaram comigo, pois esse sou eu, um conjunto de derrotas e acertos, de medos e incertezas. 

E mesmo sabendo de tudo isso, imaginei que daria conta, que suportaria cada peso, que curaria cada ferida sua e juntos apostaríamos tudo que tínhamos para viver um amor de contos de fada com toque de vida real. 

Todas as moedas apostadas não valeram muito no final, acabaram jogadas em qualquer fonte dos desejos, porque esses desejos nunca se realizaram, ou talvez nunca foram cultivados da forma certa [nunca saberei].

Nos perdermos não por falta de amor, talvez por amar de forma errada, por não compreender a forma do outro de amar, por não acreditar na forma do outro de amar ou simplesmente por existir em apenas um lado o dito amor.

Doeu saber que outro coração conquistou a honra de ser o ninho onde você estaria protegido. Agora com sua partida a minha escolha é voltar e buscar meu coração que saiu voando por aí.. Tudo que vivemos foi verdade, pelo menos para um lado da história. E nunca será esquecido. É só mais um desabafo pois cada partida é um novo capítulo. E neste novo capítulo minha participação chegou ao fim. Que sua nova jornada seja de muita luz. Que seu sorriso seja sempre seu abre-alas pois foi com ele que meu coração um dia redescobriu o significado de amar. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Quem não tem namorado


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada, quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beiras d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar,- quem namora sem brincar, - quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com o ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pensando duzentos quilos de grilos e de medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.

domingo, 24 de maio de 2015

Ao meu grande amor


Eu que sei um pouco de ti,
Me perco em teu infinito eu,

Me perco em teu olhar tão meu, me deixo sentir como eu me encho de ti.

Te peço e de coração me atendes, tão rápido e seguro de si que vejo ser pra mim o que seu coração sente.

Me olhas tão ímpeto 
me tomas mão com mão tão íntimo
Que te sinto imergindo de meu particular infinito.

Divido com seus lábios no mesmo momento,
O cigarro partilhado que queima lento.
E em meus lábios o sinto úmido,
Comprimido

Matando meu desejo louco
Ou apenas um pouco do que sinto.

Músicas são nossa melhor troca irreal,
Informações tão únicas, mudas, nuas que completam meu sentimento surreal.

És meu medo mais audacioso
Aquele infinito que teimo em desvendar,
És o beijo roubado, mais gostoso que em alguém eu posso dar.

Sei o que sentes,
Gosto de pensar que me permites te tocar,
Por sentires a ância do meu olhar..

Não sei se um dia terei a graça do seu bem-querer,
Mas eu sei que serei seu,
Mesmo que no simples tocar
Pois me perco em teu olhar
Como um rio que banha-se no mar.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Palavras cantadas

Algumas - muitas - músicas encaixam-se perfeitamente quando queremos falar algo e não sabemos como.


- Sãos os fatos meu caro. 

* É que um carinho as vezes cai bem..

- Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer..

*Pois é, eu nunca disse que iria se a pessoa certa pra você, mas...

- Mas?

*Mas não é impossível
 Eu não sou difícil de ler
 Faça sua parte
 Eu sou daqui, eu não sou de Marte
 Vem cara, me repara.

- Eu saio na capoeira, sou perigosa sou macumbeira.

*Eu insisto pois
 Achei você no meu jardim
 Entristecido, coração partido
 Bichinho arredio.

- Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer.

*Me deixa ser
 O seu pinguim de geladeira
 Eu fico uma semana inteira
 Sem mexer...

 Me deixa ser
 O passarinho do relógio
 Que de hora em hora
 Pode aparecer
 Pra eu te ver..

- Ah o amor me pegou e não descanso enquanto não pegar aquela criatura.

* Então vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver.

- Você com essa sua mania sensual de sentir e me olhar, você com esse seu jeito contagiante fiel e sutil de lutar.. Não sei não.

* Simplesmente aconteceu.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pelo amor livre


Pelo Amor Livre
Eu prometo não te prometer nada
Nem te amar para sempre
nem não te trair nunca
nem não te deixar jamais.
Estou aqui, te sinto agora
sem máscaras nem artifícios
e enquanto for bom para os dois que o outro fique.
Nada a te oferecer senão eu mesmo
Nada a te pedir senão que sejas quem tu és
a verdade é o que de melhor temos para compartilhar.
Tuas coisas continuam tuas e as minhas, minhas.
Não nos mudaremos na loucura de tornar eterno
o que pode ser apenas um breve instante.
Se crescermos juntos
ainda que em direções opostas
saberemos nos amar pelo que somos
sem medo ou vergonha
de nos mostrarmos um ao outro por inteiro.
Não te prendo e não quero que me prendas
Nenhuma corrente pode deter o curso da vida
nenhuma promessa pode substituir o amor
quero que sejas livre como eu também quero ser.
Companheiros de uma viagem que está começando
cada vez que nos encontramos novamente.

terça-feira, 11 de março de 2014

Nas formas da sua mão


Em suas mãos a forma se deu.
Em meio a troca de olhares e palavras ao vento.
Inconsciente e involuntário um trevo se fez.

E quatro folhas aparecem.
Ao perceber, logo de súbito, a tristeza disfez.
Entre sorrisos, olhos e furacões
Um sentimento nasce entre duas imensidões.

Como a sorte de um trevo de quatro folhas
Assim é a sorte de um amor tranquilo
que indave num grito o meu universo particular infinito.

As mãos que no papael eu vi 
Dar significado a algo tão ínfimo
Tornaram-se dentro de mim, 
Um desejo que corre sem ímpeto.
E no mais tardar da noite
As mãos mágicas e seguras de si
Fugiram na noite para longe de mim..

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

É o amor que existe em mim.

Ah como eu quero viver o amor do teu ser que um dia experimentei...
É um amor distante, mas muito presente;
Um amor lindo que sinto, muito lindo, mas eu ainda não o tenho mais perto;
É um amor forte, mas que nos torna sensíveis, simples e inocentes como crianças;
É um amor grande, mas que nos torna pequenos e desprovidos de desejos de grandeza;
É um amor de primavera, mas que está presente em todas as estações do ano;
É um amor atrevido, mas que sabe respeitar o coração amado;
Um amor que chora com a distância e uma possível separação pelas circunstâncias do destino, mesmo quando os corpos nunca estiveram juntos;
É um amor que traz paz em meio a tanta dor causada pela distância;
É um amor que encurta a distância e une dois corações em um só coração;
É um amor que dá esperança de ter novamente aquele encontro inesquecível;
Um amor que dá a certeza de nos pertencermos, mesmo quando as impossibilidades são reais;
É um amor que vivifica.
É o amor que existe em mim.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O teu riso


Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Soneto de Fidelidade




De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes


É, como é bom amar.. Como é bom poder sonhar.. idealizar..

Amando.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

APAIXONE-SE




Mesmo que seja um amor platônico, narcisista, ou um amor impossível!
Abster-se de amar é matar a si aos poucos é fazer pactos de amor com a infelicidade..!

É viver num mundo sem alegria.. sem biscoitos no café.. sem um sorriso de bom dia, sessão da tarde com filme chato, quem não ama não sabe o gosto da chuva, cinema, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Apaixone-se!

Pois quem não ama segundo Drummond, não sabe o significado da flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada, quando fala junto ou descobre a meia rasgada; da ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário...

Apaixone-se mesmo que seu amor more longe, do outro lado do mundo, em um planeta distante.

"[...]Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.”

APAIXONE-SE!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A um alguém especial


Porque é vã a beleza por si só, não há significado em amar o belo e oco. A supremacia do bem querer é amar o que não se pode ver.. É amar o interior.. '' é um querer mais que bem querer [...] é estar preso por vontade'' como relata Camões.
Sim! Escolher FICAR quando se pode voar é a mais linda e perfeita Personificação DO QUE É AMAR!

Seus olhos, esse sorriso belo e largo - faz pouco caso do meu olhar.

Me encanta o som docemente produzido por sua boca. O tocar dos seus lábios falando em meu ouvido palavras curtas e poderosas!

Personificar este sentimento é querer entender o universo, é querer decifrar as cores da aurora no horizonte.

Estou feliz pois poderias encontrar outros ninhos, outros caminhos... Mas escolhestes ficar!

domingo, 11 de agosto de 2013

Pausa para uma homenagem

Não sabia como começar a escrever... Não queria ser também comum e redundante como se costuma nessas datas comemorativas.

Acredito que esse venha a ser um aniversário onde seu coração e sua mente estão em um provável ápice de felicidade..

Tudo vem dando tão certo não é?! É a resposta de sua luta e fé.

Fico feliz em ver seu sucesso constante. Já te disse uma vez e te falo novamente, você é um exemplo que eu sigo em silêncio e calmamente, pois assim aprendi com você!!

Te desejo toda felicidade do mundo, não temos uma proximidade real, mas o carinho de sangue que nos une fala mais alto.

Você é um guerreiro e eu te admiro em muitos aspectos!

Parabéns e felicidades mil!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O avesso dos ponteiros. Meu filho é gay! E agora?!


         Hoje em dia parece que discutir sobre a homossexualidade é algo que está em alta e que os meios de comunicação de massa querem aproveitar-se.
O que percebemos, porém, no dia-a-dia difere do mundo mágico criado pela televisão, principalmente quando o gay está dentro de minha casa! Aí aquela imagem engraçada e alegre (em inglês, gay) torna-se uma preocupação para os pais.
        A questão está justamente na imagem que se tem e nos conceitos criados sobre a homossexualidade. E os conceitos previamente fabricados sobre algo nada mais são do que chamamos de preconceito (pré-conceito).
        Os pais têm que quebrar a imagem de achar que um filho gay é um filho querendo ser mulher; de achar que têm um filho que quer usar roupas femininas; de achar que têm um pervertido dentro de casa ou tantas outras imagens errôneas.
        No Zorra Total, da Rede Globo, havia um quadro no qual o pai estava falando de quão macho era seu filho aos amigos e, de repente, este filho aparecia saltitando e gritando: Papi! Ao final, o pai virava-se para a câmera e perguntava: onde foi que errei? Aqui está uma das grandes provas de como se vê a figura de um homossexual, isto é, como aquele que é um erro, um desvio, um coitado que saiu anormal, alguém desprezível, uma pessoa com a qual deve-se tomar cuidado e manter certa distância etc.
        O carinho, respeito, confiança e orgulho são características intrínsecas aos pais. Será que os pais estão conseguindo transmitir todas estas qualidades de verdadeiros pais aos filhos gays? O amor característico aos pais é o amor incondicional. Será que os pais estão amando incondicionalmente os filhos gays ou estão pondo condições para amar?
Existe o caso absurdo de pais que levam os filhos em médicos quando descobrem a orientação do filho! Ou ainda aqueles que oferecem dinheiro ou o melhor carro do ano caso o filho mude de opinião e deixe de ser gay. Parece até piada, mas acontece aos montes.
         Reparem que disse orientação e não opção, pois existe uma grande e substancial diferença entre estes termos. Ninguém opta por nascer gay. Às vezes, ouvimos: nossa, o fulano depois de velho resolveu virar gay. Não é que alguém resolve “virar” gay! O que acontece é que a pessoa sempre foi gay, desde criança, mas sofreu as mais diversas pressões familiares e sociais, não tendo possibilidade de perceber sua real orientação homossexual, ou seja, na primeira oportunidade que lhe apareceu, descobriu.
         Pais verdadeiros não sufocam os filhos, pois querem que estes sejam felizes e que descubram o que é o amor. Quem disse que a minha forma de amar é a correta ou a melhor? Ou ainda a única forma e possibilidade de amor? Existe um livro, de um historiador, que se chama “O amor entre iguais”, o qual não tive a oportunidade de ler ainda, mas apenas apreciei a entrevista que o autor concedeu a Jô Soares, no qual ele relata a homossexualidade no decorrer da História. Muita gente não tem conhecimento de que na Grécia, por exemplo, a forma de um homem inteligente se apaixonar era apenas amando um outro homem; apaixonar-se por uma mulher era para os ignorantes, visto que a relação com mulheres era apenas para a procriação, ao passo que o amor era reservado a alguém do mesmo sexo.
         O judaísmo tem o sêmen como algo sagrado, simbolizando a vida. O cristianismo tem origens judaicas e, portanto, irá colocar a fertilidade e a procriação como algo sagrado. Porém, nota-se nitidamente apenas uma mudança de costumes ou paradigmas, apenas um contexto cultural diferente, sendo que a cultura dominante foi a ocidental cristã e por isso que a homossexualidade passou a ser vista, desde então, como anormal.
         A intenção deste artigo é apenas tentar clarear um pouquinho a mente e o pensamento de pais que muitas vezes sentem-se aflitos diante do que está evidente e claro a eles. E aqui formação acadêmica de nada vale! Tem gente que acha que uma psicóloga irá aceitar o filho, ao passo que uma pessoa que não teve possibilidade de estudos não. Grave erro de quem assim pensa. Pessoas que têm curso superior, pós-graduados, mestrados ou doutorados muitas vezes condenam e julgam, sentados em seu trono da auto-suficiência e arrogância, legitimados em títulos e diplomas. No entanto, nenhum diploma confere respeito, carinho e, acima de tudo, amor.
         Senhores pais, o que vocês ensinaram a seus filhos? A ter vergonha? A ter vergonha de ser o que se é? Então, meus parabéns, pois os senhores estão transformando o próprio filho num monstro, num poço de desânimo e tristeza profundas, em alguém amargo e cheio de conflitos. Em nome do que “os outros vão pensar ou falar” sufocaram o SER de alguém, vocês transformaram o fruto do amor naquilo que vocês querem que ele seja e naquele bonequinho que podem apresentar à sociedade... Um bonequinho sem vida própria que vive diariamente sufocando os próprios sentimentos, culpando-se e entristecendo-se por não ser “aquilo que os pais querem que ele seja”
         Muitos filhos que assim foram criados tornaram-se os bonequinhos dos pais e namoraram, casaram e constituíram família. Esta deturpação psicológica forçada pelos pais egocêntricos e preconceituosos moldaram negativamente a personalidade deste homem ou mulher e hoje são os inúmeros homens e mulheres casados e pais ou mães de famílias procurando garotos e mocinhas na Internet, nas salas de bate-papo ou nos banheiros públicos das cidades vizinhas. Mais uma vez, parabéns pais!!!
         Por fim, quero dizer que não se corrige o que não está errado, que não se torna normal o que não é anormal. Alguém que é gay é gay essencialmente e não ocasionalmente. Existem correntes de pensamento que dizem que um gay vai contra o seu ser. Filosoficamente isto está incorreto, visto que, desde sempre, seu ser, ou seja, sua essência foi sentir-se atraído por pessoas do mesmo sexo. E esta é uma das formas ou orientações da sexualidade. Quem pode dizer o que é normal? Quem estabeleceu os padrões? O que é uma relação sexual normal? Existe alguma relação sexual anormal? Quem poderá julgar? Afinal, entre quatro paredes as pessoas revelam muitas coisas e pessoas consideradas “puras e sem mácula” descortinam-se em momentos de sexo anônimo, por exemplo. E deixou de ser normal? Quem justifica a homossexualidade como algo que vai contra a essência precisa aprofundar-se um pouco mais em Filosofia. Sugiro começar por Sócrates, visto que descobriu a essência do homem (psyché).
         Não pretendo e nem quero convencer ninguém de nada. Este é apenas mais um artigo como todos os outros, no qual partilho e filosofo sobre assuntos divergentes. Quero aproveitar e dizer a meu pai e minha mãe que os amo muito e que sem vocês eu jamais seria o que sou hoje. 

sábado, 8 de junho de 2013

Amor define


From This Moment On
I do swear that I´ll always be there.
I´d give anything and everything and
I will always care.
Through weakness and strength,
happiness and sorrow, for better, for worse,
I will love you with every beat of my heart!!!


Amando, simplesmente!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sinceridade


Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO
tem que ser ininterrupta...

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.

Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "somente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!


Sem mais!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Recuerdos Cantados

Vem, mas vem sem medo, vem pra ficar. Vem florescer em mim e deixar que eu desabroche em você. Vem escrever um novo capítulo nas páginas em branco do meu livro, mas que seja de caneta, por favor. Pra que nada, nem ninguém possa apagar. Vem, vem ser meu, que eu prometo ser só teu. Vem ser diferente de todos os outros que já passaram por aqui, vem me fazer superar todos os traumas que tive, vem cuidar das minhas feridas, mas vem logo, preciso de você agora. Vem deixar amor, e um sorriso doce no meu rosto. Vem fazer meu dia ficar mais leve. Vem com fé, vem com vontade, vem me trazer esse espírito de felicidade que tu tens. Mas se você está pensando em me cativar, e depois partir, é melhor não perder o seu tempo comigo, odeio despedidas. Mas se queres meus sinceros sentimentos, vem meu bem. Não quero nada mais além de amor, afagos e calor de abraços!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Onde anda você.



E por falar em saudade onde anda você?
Onde andam seus olhos que a gente não vê?
Onde anda esse corpo;
Que me deixou louco de tanto prazer!
E por falar em beleza onde anda a canção 
Que se ouvia na noite dos bares de então?
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão!
Hoje eu saio da noite vazia,
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares
Me trazem você.
E por falar em paixão, em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você.